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OS SENHORES DA GUERRA E NOSSA LUTA PELA PAZ

Foto: Zeca Ribeiro

O gasto militar global disparou em 2023 e atingiu o maior patamar da história moderna, descontadas as duas guerras mundiais do século XX. Um crescimento de 9% nos gastos com armas no ano passado, chegando a US$ 2,2 trilhões (cerca de R$ 11 trilhões hoje). Nessa conta estão os ataques de Israel à Palestina; o conflito entre a Ucrânia e a Rússia; e as tensões crescentes entre China e Irã, que levam o mundo a um grande risco de um conflito sem controle.

Certamente, por conta disso, no dia 13 de fevereiro, o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei de ajuda de US$ 95,3 bilhões (R$ 472 bilhões) para a Ucrânia e a Israel. Agora, a medida aguarda a votação na Câmara.

Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), “o mundo entrou em um ambiente de segurança altamente volátil” em 2023. Os Estados Unidos, como o país mais poderoso da história moderna, participam com 41% dos gastos militares do planeta, seguidos pela China (10%) e pela Rússia (5%). Tudo o que os americanos despendem no setor equivale a pouco mais do que o gasto dos 14 outros países do ranking juntos.

Em 2023, o presidente Lula dizia que “os trilhões de dólares gastos com armas para a guerra poderiam ser usados para acabar com a fome no mundo”. E na sua visita atual ao Egito, disse que “o Brasil é terminantemente contrário à tentativa de deslocamento forçado do povo palestino e que por esse motivo, entre outros, e que não haverá paz sem um Estado Palestino convivendo lado a lado com Israel, em fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas”.

Enquanto os senhores da guerra alimentam os países com bilhões de dólares para manter a indústria armamentista em alta, milhares de crianças morrem de fome e sofrem a destruição de seus lares, mulheres e homens que viviam em paz, passam a viver em escombros e sob ataques aéreos, numa espécie de campo de concentração que virou a Faixa de Gaza e que atinge toda a população palestina. E o conflito entre Rússia e Ucrânia interessa aos Estados Unidos no sentido de enfraquecer Putin sem uma preocupação com a destruição que esta guerra vem provocando.

O Papa com sua caminhada em direção à paz lançou, através da CNBB, na Campanha da Fraternidade, cujo tema é “Fraternidade e Amizade Social”, que não é outra coisa do que a chamada para um mundo fraterno e de paz.

Mas só conseguiremos isso com uma consciência mundial de que o que o mundo mais precisa é de uma relação fraterna entre os povos e as nações, que pode começar nas escolas, nos lares e nas comunidades, para buscar construir um futuro mais feliz para todos e todas.

Para todos nós que lutamos por um mundo mais justo e uma sociedade fraterna, a prioridade é de erradicar a fome em nosso país e no mundo. São 735 milhões de pessoas passando fome no planeta. No Brasil, são 21 milhões sofrendo com a falta de alimentos. Sergipe, segundo a FGV (2023), foi o estado brasileiro que apresentou a maior alta no número de famílias pobres. A pobreza avançou 12,5% entre os sergipanos, quase o triplo da média nacional, que foi de 5%.

Isso exige de todos e todas que lutam pela paz nos somarmos para vencer as ideias de partidos e entidades conservadoras, que só vêm pela frente a obtenção de lucro com a exploração dos nossos recursos naturais.

O nosso mandato, junto ao Núcleo Agrário e outros fóruns comprometidos com a paz e a justiça, precisamos fazer uma frente de apoio do Presidente Lula, para garantir que os programas do governo brasileiro dediquem grande parte dos seus recursos na defesa da reforma agrária popular, na prioridade à produção de alimentos saudáveis e a inclusão definitiva dos pobres, nos orçamentos públicos.

João Daniel
Deputado Federal pelo PT em Sergipe
Presidente do PT em Sergipe

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